Sábado, 15 de Março de 2008

O Tempo de Ser Criança

"...Porque « cada criança só tem um tempo de ser criança» e nós adultos, « temos também um só tempo» para ajudar cada uma que de nós precise!"


Fátima Lopes em Um Pequeno Grande Amor


Dedico esta frase a todas as crianças que fazem parte da minha vida e pelas quais nutro um sentimento tão puro. Para aquelas com as quais me cruzo no meu dia a dia e que me fazem sentir melhor quando me brindam com um sorriso. Para aquelas que não conheço nem nunca vou conhecer. Para aquelas que aos poucos vão entrando na minha vida e que serão concerteza especiais. Porque sempre são especiais...e nós adultos temos o dever de as preparar para o Mundo e ao mesmo tempo ajudá-las a aproveitar ao máximo o seu "tempo de ser criança", porque é único, porque é bom, porque é delas!

 

 

 

 

                                                                                                                      

sinto-me: De Férias!
música: Mafalda Veiga - Cada Lugar Teu
publicado por a_beautiful_smile_has_a_troubled_soul às 12:25
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2 comentários:
De João Cordeiro a 19 de Março de 2008
Querida Patrícia,
A culpa de teres um “cota” chato para suportares, deve-se ao facto de uma senhora, simpática, doce e de quem me considero já amigo, me ter dado este endereço.
De facto ainda não tinha tipo o deleite de aqui pousar.
Li de facto alguns textos que aqui se encontram e certamente fariam corar um Alexandre Dumas e seguramente uma Teresa Santos ;-)
Pela jornada que trilhei, alguns trechos chamaram-me de facto a atenção. O talento está intrínseco. Parabéns!
O tempo de ser criança… pois é o tempo para o ser é demasiado exíguo. Voa… como um sonho… e tal como um sonho, dispersa-se através da mente.
Irei contar-te um sonho, ou talvez não, sobre uma criança com cara de anjo.

Eu não tinha vontade de me mexer. Sentia-me como que agasalhado interiormente.
Não tirar nada do lugar, ficar naquele feitiço, eternamente.
Algumas idosas entravam na velha e suja igreja.
Cães e gatos estendiam-se nos degraus, aproveitando os derradeiros raios solares.
O sino solitário marcava os quartos de hora conquistados à morte.
Eu olhava sem ver, esperando por um milagre, mas liberado.
Voltei-me. À minha esquerda, o rosto de uma criança colado ao vidro do carro. Olhava-me. Era a beleza em pessoa. Naquele instante assisti a toda a pureza do mundo naqueles olhos, na harmonia, na construção do seu rosto, do desenho e contorno dos seus lábios.
Vi a inocência, aquela que não conhecia o mal. À minha esquerda, contra o vidro do carro estava a inocência e a beleza. Toda a beleza restituída e viva.
A criança falava, mas eu não a ouvia, só podia olhá-la maravilhado.
Após tantos anos, eu tinha esquecido que a beleza pode brilhar ao sol, afirmar-se tranquila e evidente na sua eternidade. Baixei o vidro.
Afinal pedia esmola. Dei-lhe alguns trocos e ele continuou a fixar-me.
Passou em revista o interior do carro.
O sino replicava, as velhas subiam e desciam os degraus da igreja. Ele espreitava-me e possivelmente condenava-me por eu não ser belo, por não ser puro e límpido.
Olhava-me sem sorrir, apenas os olhos cinzentos me fixavam.
O oval do seu rosto a pouco e pouco estava a ser encoberto pela sombra. Fiquei em pânico. A trombeta do juízo final teria soado para mim? Seria o anjo exterminador? Ela não voltaria da loja?
Seria que eu estacaria ali, encarado pela criança, condenada à morte, fascinado pelos seus olhos de água clara?
O anjo iria fulminar-me ali antes de partir para outras paragens?
As velhas continuavam a entrar e sair. Palravam enquanto o sino badalava as horas mortas da vida e ele, ali estático, sem tirar os olhos de mim.
Eu, cobarde perante aquele inocente rosto, preste a suplicar-lhe que falasse, que se explicasse, que perdoasse todas as minhas rugas, a minha fadiga, toda a atormentada vida que estava vincada na minha testa, no meu rosto, nos meus olhos.
Visivelmente aturdido, rebusquei nos bolsos por uma nota de vinte euros. Estendi-lhe a nota com a convicção que pudesse comprar o anjo exterminador.
A criança revirou-a e desapareceu como por magia.
Respirei aliviado. Estava de novo só. Havia escapado à sentença do anjo.
Mas, novamente como por sortilégio vislumbrei-o um pouco à frente do carro. Afastava-se, arrastando-se apoiado em duas muletas com as pernas visivelmente tortas.
Inválido entre os inválidos. No entanto um rosto de pureza ancestral. Então sosseguei.
Não acredito senão nos símbolos e certamente que tudo aquilo era uma divisa. Toda a minha vida estava ali, toda a vida daqueles que amo e que merecem viver.
Ao vê-lo afastar-se ao sol agonizante, os sinos dobravam. Sabia que não tinha perdido a vida, que tudo podia ainda recomeçar.

Um beijo sonhador
De a_beautiful_smile_has_a_troubled_soul a 13 de Abril de 2008
Olá João Cordeiro!
Em primeiro lugar, desculpa a demora em responder...=(
Em segundo lugar, quero agradecer-te pelos elogios que me fizeste, que fizeste à minha "escrita"...quanta honra=) Obrigada pelo texto maravilhoso com o qual me presentaste...notavelmente bem escrito...e a mensagem? Essa salta aos olhos! Adorei!
Espero contar com a tua visita muitas mais vezes;)
Beijos grandes e resto de bom fim de semana***

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